31 de outubro de 2008

Krall celebra Jobim com bossa em show no Rio

Resenha de Show
Título: Live in Rio
Artista: Diana Krall
Local: Vivo Rio (RJ)
Data: 30 de outubro de 2008
Cotação: * * * * 1/2
Foto: Rodrigo Amaral

"Obrigado, Rio", agradeceu Diana Krall, comovida, ao público que cantava em português os versos de Corcovado nas passagens instrumentais da música de Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994), apresentada pela cantora canadense na célebre versão em inglês, Quiet Nights of Quiet Stars, na primeira das três apresentações agendadas por Krall na casa Vivo Rio (RJ) para possibilitar a gravação do DVD Live in Rio no berço carioca da bossa hoje cinqüentenária. A gravação propriamente dita vai ser feita na apresentação de sábado, 1º de novembro de 2008, com a adição de uma orquestra, mas a equipe de produção colheu imagens da estréia do refinado recital - cujo roteiro incluiu The Look of Love - somente para convidados, na noite de quinta-feira, 30 de outubro.
Na primeira parte do show, Krall se revelou uma cantora apta a conquistar os fãs de jazz mais ortodoxos, entoando ao seu piano temas com apurado senso rítmico e com muito espaço para as improvisações do irretocável trio que a acompanha em cena e que inclui o violonista Anthony Wilson e o baterista Jeff Hamilton. Na segunda parte, com menor dose de improvisos, o trio fez a a cama perfeita para que Diana cantasse Quiet Nights of Quiet Stars em suave tom aveludado, para que sustentasse toda a leveza do Samba de Verão (sucesso de Marcos Valle, um dos marcos da explosão mundial da então nova bossa nos anos 60) e para que arriscasse entoar num português de sotaque carregadíssimo Este seu Olhar, outro tema de Jobim, saudado em cena por Diana Krall.
Entre referências a clássicos como Insensatez, citado na bonita abordagem bossa-novista de Let's Face the Music and Dance (Irving Berlim, 1936), Krall reviveu temas do repertório de Nat King Cole (1919 - 1965) e teceu loas a João Gilberto ("Ele é muito amável") e ao Rio de Janeiro, a cidade naturalmente escolhida para a gravação de seu tributo aos 50 anos da Bossa Nova (o DVD Live in Rio vai incorporar também takes de um show privado feito por Krall no Hotel Fasano, em Ipanema, com direito a dueto com Carlos Lyra em Cheek to Cheek). No bis, antes de cantar 'S Wonderful, a cantora ainda inverteu em inglês o gênero da célebre Garota de Ipanema, que, na sua voz afinada, virou The Boy from Ipanema, sinalizando que Diana Krall também tem (muita) bossa.

10 Comments:

Blogger Mauro Ferreira said...

"Obrigado, Rio", agradeceu Diana Krall, comovida, ao público que cantava em português os versos de Corcovado nas passagens instrumentais da música de Antonio Carlos Jobim (1927 - 2008), apresentada pela cantora canadense na célebre versão em inglês, Quiet Nights of Quiet Stars, na primeira das três apresentações agendadas por Krall na casa Vivo Rio (RJ) para possibilitar a gravação do DVD Live in Rio no berço carioca da bossa hoje cinqüentenária. A gravação propriamente dita vai ser feita na apresentação de sábado, 1º de novembro de 2008, com a adição de uma orquestra, mas a equipe de produção colheu imagens da estréia do refinado recital - cujo roteiro incluiu The Look of Love.
Na primeira parte do show, Krall se revelou uma cantora apta a conquistar os fãs de jazz mais ortodoxos, entoando ao seu piano temas com apurado senso rítmico e com muito espaço para as improvisações do irretocável trio que a acompanha em cena e que inclui o violonista Anthony Wilson e o baterista Jeff Hamilton. Na segunda parte, com menor dose de improvisos, o trio fez a a cama perfeita para que Diana cantasse Quiet Nights of Quiet Stars em suave tom aveludado, para que sustentasse toda a leveza do Samba de Verão (sucesso de Marcos Valle, um dos marcos da explosão mundial da então nova bossa nos anos 60) e para que arriscasse entoar num português de sotaque carregadíssimo Este seu Olhar, outro tema de Jobim, saudado em cena por Diana Krall.
Entre referências a clássicos como Insensatez, citado na bonita abordagem bossa-novista de Let's Face the Music and Dance (Irving Berlim, 1936), Krall reviveu temas do repertório de Nat King Cole (1919 - 1965) e teceu loas a João Gilberto ("Ele é muito amável") e ao Rio de Janeiro, a cidade naturalmente escolhida para a gravação de seu tributo aos 50 anos da Bossa Nova (o DVD Live in Rio vai incorporar também takes de um show privado feito por Krall no Hotel Fasano, em Ipanema, com direito a dueto com Carlos Lyra em Cheek to Cheek). No bis, antes de cantar 'S Wonderful, a cantora ainda inverteu em inglês o gênero da célebre Garota de Ipanema, que, na sua voz afinada, virou The Boy from Ipanema, sinalizando que Diana Krall também tem (muita) bossa.

31 de outubro de 2008 às 12:05  
Anonymous Anônimo said...

Diana Krall, para além daquelas pernas espetaculares, é uma boa intérprete de jazz. Cerca-se de bons músicos, bons arranjadores. Mas na hora de tocar música brasileira, fico na dúvida se ela entende o espírito da coisa. Nessa seara, acho que Karrin Allyson é mais dedicada e convincente.

31 de outubro de 2008 às 12:33  
Anonymous Anônimo said...

Ella Fitzgerlad já havia cometido esse crime contra a garotA de Ipanema em seu sogbook de Tom Jobim. A letra em inglês do clássico já é sofrível, mas essa mudança no gênero consegue torná-la ainda pior.

Anderson Falcão
Brasília - DF

31 de outubro de 2008 às 12:33  
Anonymous Anônimo said...

Diana, diana, diana!
A mulher é tudo de bom. Canta bem e tem charme.
Homenagem a Bossa, com toda pompa e circunstãncia. Mesmo que ocorram deslizes, tudo merece ser louvado.
A música brasileira é homenageada por ela.
As vezes ganhamos presentes que não gostamos, mas quem nos deu é tão especial que , mesmo mantendo nosso senso crítico, agradecemos, pois o presente temos certeza que foi de coração Ou seja, girl ou boy de Ipanema, em português ou em versão sofrível, vale.
Tudo tá valendo.
Diana, acima de tudo, homenageia, com respeito, nossa música. E isso é o mais importante. E, como não tenho cacife, nem credencial, nem grana, vou ficar esperando o resultado em DVD para assistir.

31 de outubro de 2008 às 13:36  
Anonymous Anônimo said...

Acho Diana Krall um porre! Comprei "The girl in the other room" por recomendacao deuma amiga mas nao aguento ate hoje ouvir mais de duas faixas...insossa...repertorio triste, melancolico, marasmico...ela tem voz bonita, toca piano muito bem, eh incensadissima aqui pela jazz scene e muito bem casada mas eu como consumidor final nao gostei do trabalho dela nao..nao me emociona nenhum pouco...pelo menos no que tanje aa persona artitica..como pessoa deve ser um amor mesmo.

31 de outubro de 2008 às 15:15  
Anonymous Anônimo said...

A.C. Jobim: 1927-1994, Mauro...

31 de outubro de 2008 às 15:15  
Blogger Bruno Cavalcanti said...

A Diana é uma cantora espetácular... lindíssima e muito talentosa. Converter "Garota de Ipanema" em "The Boy from Ipanema" com certeza foi uma cartada de gênia apesar de não ser inédita. Mesmo a Madonna já fez essa conversão, mas enfim...

Com certeza esse será um dos mais belos e aclamados DVD's já lançados no mercado brasileiro... mal posso esperar.

31 de outubro de 2008 às 15:30  
Anonymous Anônimo said...

qual será o problema de Mrs Krall para mudar o gênero da Garota de Ipanema? Viva Caetano que nunca teve problema em compor e cantar o seu " Menino do Rio".

31 de outubro de 2008 às 16:22  
Blogger O blog said...

Falem bem ou falem mal, que Diana Krall é uma das melhores cantoras de jazz da atualidade. E que país tem o privilégio de ter Diana Krall gravando um DVD. Pois com tanto país pelo mundo, ela escolheu o Brasil. E isso é bom, pois ajuda a divulgar mais ainda a nossa boa música.

31 de outubro de 2008 às 23:30  
Blogger Bruno Cavalcanti said...

Eu acho que teria sido bom postar aqui o repertório do show apresentado, como fazes em outros post's.

abraços.

BC.

31 de outubro de 2008 às 23:44  

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