8 de março de 2007

Winehouse deita, esplêndida, no berço do soul

Resenha de CD
Título: Back to Black
Artista: Amy Winehouse
Gravadora: Universal

Music
Cotação: * * * * *


As recentes cantoras inglesas estão deitando, confortáveis, no berço esplêndido da soul music americana. Depois de Joss Stone e Corinne Bailey Rae, chega a vez de Amy Winehouse seduzir ouvintes do mundo inteiro com um álbum embebido em soul e no rhythm and blues das décadas de 60 e 70. Imagine Ella Fitzgerald ou Dinah Washington imersas na levada da gravadora Motown. É mais ou menos o som que se ouve em Back to Black, segundo álbum desta inglesa sem papas na língua cuja voz lembra a de antigas divas do jazz. Me & Mr. Jones é exemplo de como a cantora se revela também primorosa compositora na seara black.

Dona de temperamento forte, Amy Winehouse não é de fazer tipo. Suas letras não escondem o jogo. "Você sabe que eu não presto", avisa a artista logo no título de You Know I'm no Good, uma das 11 músicas do CD. Back to Black é, em suma, um disco de soul e r & b, mas vem urdido com mix de influências que vão do jazz (não tão evidente quanto em Frank, o primeiro álbum de Winehouse, editado em 2003) ao rap (Tears Dry on Their Own), passando até pelo reggae (Just Friends). A mistura soa saborosa e (até) original.

Rótulos à parte, músicas como Love Is a Losing Game e Rehab são de excelente nível. Mas é justo dividir os méritos do álbum com os produtores Mark Ronson (que já trabalhou com Robbie Williams e Macy Gray) e Salaam Remi. Os dois também são responsáveis pela pulsação inebriante do CD Back to Black e pelo encanto causado pelo vozeirão de Amy Winehouse. Já é um dos destaques de 2007!

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

é uma gata... se canta, não sei...

8 de março de 2007 às 16:27  

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